O BlackBerry Storm é a audaciosa tentativa da RIM de se defender do iPhone. Sua maior inovação é o que a fabricante chama de SurePress – toda a touchscreen é um grande botão –, que foi unido a um BlackBerry OS redesenhado e amigável aos dedos. Nós já lhe mostramos muito de todo esse auê, mas agora que nós passamos um tempo decente e ininterrupto com o Storm, podemos dizer por que achamos que ele não corresponde ao prometido.
Corpo
Com 155 gramas, é surpreendentemente pesa
do. Tipo mais pesado do que o tijolão do Bold, que pesa 133 gramas. Ele parece bem grosso também, mais grosso do que realmente é, por causa do formato meio quadrado. Tem um visual legal, passa uma boa impressão na mão. Ao mesmo tempo, é meio desajeitado. Por outro lado, toda essa substância também passa uma boa impressão de robustez. Você nunca acha que está para quebrá-lo.
Tela botão
Pressionar a tela e sentir o clique dá uma sensação tátil muito satisfatória de uma experiência muito bem calculada. Você não a aperta acidentalmente, e também não precisa de um martelo para empurrá-la. Como o resto do corpo, é uma peça de hardware robusta que parece agüentar os muitos milhares de cliques que precisa aturar durante o seu tempo de vida. A única preocupação é que a racha entre a tela e o resto do corpo é um ninho de fios esperando para nascer. Mas a fenda é larga o suficiente para que possa ser limpa com um palito de dentes.
Outros botões
Para um celular touchscreen, o Storm tem um monte de botões. Nove, para ser exato: quatro padrões de BlackBerry, um lateral, um “rocker” de volume, um de trava e um de mudo. Eu não tiraria nenhum deles. O botão BlackBerry ainda é o seu melhor amigo, pois você precisa dele para chamar o menu em praticamente qualquer situação.
Tela
O Storm tem a tela com maior tamanho e resolução que a RIM já produziu. Com 480 x 360, é brilhante e bonita, mas não tanto quanto a do Bold, já que tem uma densidade de pixels menor. Ainda assim, o sistema operacional e os vídeos ficam muito bonitos nela. A touchscreen capacitiva tem boa resposta – no mesmo nível da tela do T-Mobile G1 –, embora às vezes o OS atrase um pouco.
Bateria
Ainda não testamos a duração da bateria detalhadamente, mas parece respeitável. A bateria não é tão gorda quando a fera embutida no Bold, mas você não deve ser um grande problema usar o aparelho por um dia com só uma recarga ou coisa do tipo.
Rede
Infelizmente, não tem Wi-Fi. O 3G pode funcionar bem, mas, claro, depende da ooperadora.
Câmera
A câmera tem 3,2 MP de ruído, como a maioria das câmeras de celular. Ela conta com recursos básicos de edição de foto e flash dedicado, mas nada de incrível.
GPS
O GPS parece oferecer uma localização muito precisa e a uma boa velocidade, mas, assim como no caso da rede, depende de quem oferece o serviço.
Interface
O sistema é o familiar BlackBerry OS, mas com a interface de uso otimizada para seus dedos gordos. É bonita, com ícones grandes e fáceis de acessar, várias transições fade de uma tela para outra e um tema padrão de realce que acende um tom de azul de Dr. Manhattan quando você seleciona algo. Demora um pouco de tempo para se acostumar com a idéia de que selecionar algo é diferente de pressioná-lo, mas não é um grande problema.
Os menus de lista – como o pop-up que aparece quando você aperta o botão BlackBerry ou as listas de mensagens – têm espaço suficiente para que não se pressione o item errado com freqüência. O acelerômetro consegue acompanhar bem seus movimentos e gira a tela em todas as quatro orientações, o que lhe permite escolher ficar com os quatro botões principais à esquerda ou à direita no modo paisagem. Ele fica preso na orientação errada com menos freqüência do que o iPhone (pelo menos comigo), o que é bom, já que a única maneira de usar o teclado QWERTY completo é em paisagem. No modo retrato, o único teclado é o SureType – uma versão virtual do pad de números e letras do Pearl.
O maior problema com a interface, pelo menos na área do menu principal, é que ela tem muito lag. O suficiente para ser irritante. Ao rolar pelo menu principal, por exemplo, parece que parte da lentidão do scroll é deliberada (não sei por quê), mas ela se transforma em oscilação mais freqüentemente do que apenas ocasionalmente. O efeito de fade da transição de tela para tela, além de ser inconsistente (às vezes aparece, às vezes não), faz com que o sistema pareça mais lento. E quando há lag, de alguma maneira a frustração é maior ainda porque você fica desconfiado e puto com o feedback do SurePress – nada bom para o maior selling point do aparelho.
Estabilidade
O Storm precisava ficar um pouco mais no forno antes de sair – tive vários travamentos e falhas nos últimos dias com ele. Havia muito lag, um pecado capital para uma interface baseada em toque. Ele precisa mesmo ser mais estável. É bom que uma atualização de software não demore a sair.
Teclado
Os layouts dos teclados em si são espaçosos e perfeitos, com o QWERTY sutilmente dividido em duas partes, o que dá uma boa diretriz: mantenha seus polegares em seus respectivos lados da divisão, e você será bem mais feliz com sua digitação, já que você tem que intencionalmente deixar a tela voltar pra cima entre cada aperto de letra. Ter um bom ritmo de alternância entre os seus polegares torna o teclado muito mais fácil de usar, você evita pressionar uma tecla com um dos polegares enquanto a tela já está empurrada para baixo.
A RIM destaca o fato de eles terem separado a navegação da confirmação com o SurePress. Ele é, hipoteticamente, um meio para um fim – e o fim seria uma digitação mais precisa do que a de um teclado touch padrão, sem feedback. Mas é um fracasso. Mesmo após alguns dias, com o ótimo layout e o tamanho perfeito, eu dependia da autocorreção no Storm como eu sempre dependi no iPhone. Pois a confirmação de que eu pressionei uma tecla não necessariamente quer dizer que eu apertei a letra correta. Isso torna o feedback, pelo menos em relação à digitação em um teclado touch, basicamente inútil. E a coisa fica pior com o realce azul incandescente, muito menos eficaz do que as letras em pop-up para indicar qual tecla você está pressionando.
Odeio dizer isso, mas eu meio que passei a odiar digitar nele. Apertar a tela mil vezes requer muito mais esforço do que simplesmente deslizar os dedos por um bom teclado touch. É cansativo. O SurePress é um pouco menos irritante com o teclado SureType em modo retrato. Outra coisa ruim, aliás, é que você não pode usar um teclado QWERTY em retrato, ainda que a tela seja tão larga quanto a do iPhone.
domingo, 30 de novembro de 2008
Analise Novo BlackBerry Storm
19:42
Rosa Fernandes

3 comentários:
isso memooo
da oraa isso ae emmm
tamoo juntoo
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